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    Falta de planejamento contribui para a alta mortalidade de micro e pequenas empresas

    Apesar das dificuldades, impostos e a burocracia, os pequenos negócios estão em ascensão no Brasil. Pesquisas realizadas pelo Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas – Sebrae mostram que as micro empresas subiram de 2.956.749 para mais de 4.600, um crescimento acumulado de 55,8%, passando a participação percentual no total de empresas de 93,2%, em 1996, para 93,6%, em 2002, o que representa quase 10 mil pessoas trabalhando nestes pequenos negócios. As empresas de pequeno porte também apresentam parcela significativa de crescimento: são de 274 mil negócios espalhados pelo país.

    Porém, muitas destas micro e pequenas acabam por ficar pelo meio do caminho. Na mesma pesquisa o Sebrae identificou que, no estado de São Paulo, por exemplo, 49,9% das empresas encerraram as atividades com até dois anos de existência; 56,4% com até três anos e 59,9% com até quatro anos. Estes números representam o fechamento de 281 mil postos de trabalho, o equivalente a mais de três estádios do Morumbi, lotados. E quase 15 bilhões de reais em prejuízos com “perda financeira”, ou seja, soma do capital investido e faturamento.

    Como mostra os dados abaixo, os microempresários estavam em 2005 com muitos clientes inadimplentes.

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    De 2005 para cada houve uma pequena mudança, segunda dados da Serasa - uma das maiores empresas do mundo em análises e informações para decisões de crédito e apoio a negócios, o volume de falências requeridas diminuiu 28,5% nos cinco primeiros meses deste ano, em relação ao mesmo período de 2006. Houve 1.271 pedidos de falência no acumulado de janeiro a maio de 2007, ante 1.777, nos cinco meses do ano passado.

    No tocante á burocracia, a tendência é de queda no tempo de abertura da empresa. Segundo dados preliminares de uma pesquisa do Departamento Nacional de Registro de Comércio (DNRC), vinculado ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, realizada nas em todas as Juntas Comerciais, com abrangência de 97% das empresas abertas no País, o tempo médio de abertura de negócios no País está caindo. O Banco Mundial aponta que levava-se 152 dias para registrar um empreendimento no Brasil. Pela pesquisa do DNRC, os estados brasileiros já têm apresentado um prazo bem menor – o estado que demora mais tempo finalizar esse processo já atinge apenas 73 dias.

    Outra vantagem é que o Simples Nacional - o novo sistema de tributação das micro e pequenas empresas que valerá para União, estados, municípios e Distrito Federal, entra em vigor a partir em vigor a partir de domingo,1º de julho de 2007 e contribuirá bastante para a diminuição do índice de mortalidade das empresas.

    Mas porque a mortalidade das empresas é tão alta, como apontam os dados do Sebrae?

    Para o consultor empresarial, especializado em gestão de negócios, Paulo Queija, existem inúmeras razões pelas quais a mortalidade entre empresas de pequeno porte seja tão alta. “A principal delas é a falta de planejamento. É preciso traçar meta, objetivos bem definidos antes de se iniciar um empreendimento. Qualquer empresa precisa de planejamento, micro, pequenas ou até mesmo grandes corporações”, afirma Queija.

    Segundo o consultor, quando se pensa em montar um negócio, “antes de tudo, é preciso que o futuro empresário busque conhecer bem e levante informações sobre o ramo de atividade onde atuará, como está este mercado, conhecer os concorrentes, os melhores pontos e fazer um planejamento do que vai ser colocado em prática na nova empresa”. Uma dica do consultor é procurar instituições de credibilidade como o IBGE, sindicatos, associações e o próprio Sebrae.

    Queija, que também é diretor da MQS Consultoria e Treinamento Empresarial, ressalta que “planejar, pensar a empresa é comprovadamente uma lição de casa que não pode deixar de ser feita por nenhum empreendedor”. A orientação dada por Queija é comprovada pela pesquisa realizada pelo Sebrae que identificou o não planejamento antes da abertura de um negócio como fator com de alto índice de mortalidade. Mais de 50% dos novos empresários não conheciam ou não levantaram informações sobre a qualificação da mão-de-obra necessária ao negócio, o número de clientes que teriam e seus hábitos de consumo. Informações sobre concorrentes, localização e estrutura do negócio, assim como seus aspectos legais, também não foram levados em consideração por mais de 30% dos entrevistados.

    “Para poder se definir realmente a viabilidade de uma idéia que será transformada em negócio, em empresa, nada melhor do que fazer um plano de negócios. Várias das causas que levam ao fim das empresas em espaço curto de tempo podem ser diagnosticadas através da formatação do plano. Ele tem como objetivo estruturar as principais idéias e opções que o empreendedor analisará para decidir quanto à viabilidade da empresa a ser criada. Evita que estes erros ou falhas na condução do negócio só sejam conhecidos somente após a falência da empresa”, explica Paulo Queija.

    Outra opção para os futuros empresários é buscar ajuda e auxílio de profissionais. “A consultoria empresarial é muito eficaz quando atua junto ao novo empresário. Os consultores desenvolvem junto com o empresário o seu plano de negócios e dão todo suporte para definir as estratégias para o sucesso da empresa, minimizando os riscos do negócio”.

    Para os empresários que já estão inseridos no mercado e estão passando dificuldades, Queija dá a dica: “Pare e recomece. Procure ajuda de uma consultoria empresarial. Este profissional irá orientá-lo sobre prioridades de sua empresa, ou seja, o que precisa ser colocado nos trilhos primeiro”.

    Paulo Queija lembra que é preciso acreditar no seu negócio. “O Brasil está passando por uma fase de crescimento na economia de forma geral e o volume de falências já diminui 28,5% nos cinco primeiros meses deste ano, em relação ao mesmo período de 2006. Isto é um bom sinal. Precisamos acreditar no potencial de nossas idéias, ser empreendedores. Mas não podemos deixar ser bons estrategistas e planejar hoje para colher resultados no futuro”.

    Planejar, ter perseverança, espírito empreendedor e saber superar os obstáculos são ferramentas que todo micro e pequeno empresário deve possuir para seu negócio dar certo.

     

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